Era sim meia noite de ontem e eu ainda acordado, entre o frio e os soluços do meu choro bobo. Pensava em tentar não pensar em você, pensava até o que me fazia diferente do mundo por sentir esse amor. Meu quarto é um tanto branco, mas se enxia de escuridão ao ver uma história em negativo se apagar assim tão fácil.
Foi, eu sei que agora você se foi e num piscar de olhos, aquela estrada que eu percorria, virou aquilo que nem sei mais o que é.
É um ponto fixo, e sei que ele não sairá daqui, pois eu amo até a forma como dói. Amo, posso se dizer que amo. Pois infelizmente você me ensinou a droga do amor. E tenho que me contentar com algumas lágrimas que caem, e que se juntam com meu cortes e descem pelo meu corpo. Até que em uma simples facada, eu acerto meu peito, e talvez assim fique tudo bem, pelo menos para você, assim não precisa mais sentir pena de mim. Então você se vai como sempre, e ainda vai voltar, mas me acostumei com tudo isso, pois eu quem sou o idiota.
André Freitas.
