Era uma vez uma história, dois garotos corriam pela rua e nem se quer pensavem se iriam trilhar o mesmo caminho para sempre, mas importava, ou pelo menos para um dos deles - o que tinha o peito danificado, preso ao peito do outro, e tímido. - Eles corriam, parecia não haver fim naquela rua estreita, o garoto tímido olhava disfarçadamente para o outro garoto querendo dizer algo. Eles riam e brincavam de se esconder e o outro teria que achar, e passavam os dias assim. Nem se quer se importavam como seria o amanhã. Se um caía o outro o ajudava, se um chorava o outro o abraçava, se um desistisse o outro lhe beijava à bochecha. Mas se um partisse? E o garoto tímido teria que mudar de cidade, eles corriam a última vez juntos se olhavam com uma enorme frequência. E eles pararam. Se olharam e outro garoto o abraçou, um abraço que não parecia ter fim e o garoto tímido começou a acariciá-lo e derepente o beijou. Um beijo tímido, mas dado com a presença de um sentimento estranho e único. Eles se abraçram novamente e o garoto disse a ele:
- O que é verdadeiro prevalece, por mais que esteja nos destruindo isso não terá forma alguma de se apagar, nem a morte. - E uma lágrima caiu do olho dele.
O garoto tímido apenas deu as costas saiu ao seu rumo, sem precisar dar adeus e muito menos chorar, mas ele quebrou suas regras e voltou, o abraçou e decidiu ficar.
Mas logo após o seu depertador tocou e viu que não passou de um sonho e que teria que correr todos os dias, sem se quer dar um abraço em quem ele amava, mas ele tentava se contentar com pelo menos um sorriso. E a vida deles apenas continuou, como a nossa.André Freitas
















